
De robôs autônomos a softwares inteligentes: estandes da Mec Show investem em experiências para atrair visitantes
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11 de setembro de 2026Maratona reúne 27 participantes em equipes multidisciplinares para desenvolver propostas para problemas reais de grandes empresas capixabas
Como tornar a leitura de medidores de energia mais eficiente? De que forma reduzir o esforço físico e aumentar a segurança na instalação de cabos em grandes obras industriais? E como a inteligência artificial pode fortalecer a prevenção de acidentes de trabalho? Esses desafios, que fazem parte da rotina de grandes empresas, estão sendo encarados por profissionais, empreendedores e universitários durante o Hack27, uma das novidades da Mec Show 2026. Ao longo dos três dias da feira, equipes multidisciplinares têm a missão de transformar problemas reais da indústria em soluções inovadoras.
Promovido em parceria com o Base27 e o Sebrae-ES, o hackathon reúne 27 participantes, divididos por sorteio em nove equipes multidisciplinares, que têm até quinta-feira (06) para desenvolver soluções tecnológicas e novos modelos de negócio para os problemas apresentados pelas empresas capixabas. Ao final da maratona, três projetos serão premiados com R$ 4 mil para cada equipe vencedora.
Os participantes contam com o suporte de cinco mentores, profissionais da EDP, Fortes Engenharia, Estel e Fucape, e terão suas propostas avaliadas por uma banca formada por representantes da EDP, Estel, Sebrae/ES, Fucape e Base27. Os vencedores serão conhecidos no encerramento da Mec Show.
Conheça os desafios
Entre os desafios, está a busca por uma solução para automatizar ou mecanizar a passagem de cabos em plantas industriais, reduzindo a necessidade de mão de obra, o esforço físico dos trabalhadores e os riscos da atividade. O problema foi proposto pelo Grupo Estel e está sendo solucionado pela equipe do engenheiro civil Braz Borges, de 27 anos, da Fortes Engenharia.
“É a primeira vez que participo de um hackathon. O desafio é bem complexo porque hoje a passagem dos cabos é feita manualmente e exige muito esforço, muitas vezes trabalho em altura e uma grande quantidade de pessoas. Acredito que estamos caminhando para uma solução interessante. Talvez não elimine totalmente essa necessidade, mas consiga trazer uma otimização significativa, que é justamente o que a empresa busca”, afirma.
Outro grupo trabalha em um desafio lançado pela EDP: utilizar dados georreferenciados, algoritmos de otimização e inteligência artificial para criar rotas mais eficientes para os leituristas – profissionais responsáveis por registrar o consumo de energia nos medidores dos imóveis. A proposta busca reduzir deslocamentos, equilibrar a carga de trabalho e aumentar a produtividade.
Integrante da equipe, a estagiária de inovação do Banestes Luísa Von Randow, de 37 anos, destaca o clima colaborativo da competição. “A EDP disponibilizou uma base de dados muito interessante para trabalharmos. A equipe deu muito certo, conseguimos unir conhecimentos diferentes e estamos desenvolvendo uma proposta que acreditamos que pode realmente contribuir para melhorar esse processo”, comenta a estudante de Sistemas de Informação.
IA na segurança do trabalho
O terceiro desafio, também apresentado pela EDP, propõe o uso da inteligência artificial para apoiar a área de Segurança do Trabalho na análise de documentos, identificação preventiva de riscos, verificação de conformidade e investigação de acidentes, tornando esses processos mais ágeis, inteligentes e confiáveis.
Para Pollyana Polez, diretora do Base27, a principal riqueza do Hack27 está justamente na diversidade de experiências reunidas em torno de um mesmo problema. “A ideia é os grupos desenvolvam soluções para problemas reais da indústria. Pessoas com diferentes formações, experiências profissionais e áreas de atuação trazem novos olhares para questões que, muitas vezes, fazem parte da rotina dessas empresas. Essa troca amplia o potencial de criação de soluções mais inovadoras”, destaca.
Mais do que uma competição, o Hack27 aproxima a indústria do ecossistema empreendedor capixaba e demonstra como a colaboração entre diferentes áreas do conhecimento pode gerar soluções criativas para desafios reais do setor.
“Na Mec Show, o Sebrae conecta empresas de diferentes portes e aproxima as demandas das grandes indústrias dos pequenos fornecedores. Ao decodificar essas necessidades e preparar as micro e pequenas empresas capixabas para atendê-las, criamos um ambiente de negócios mais dinâmico e competitivo. Nosso objetivo é fazer do Espírito Santo não apenas um polo de grandes indústrias, mas também um berço de pequenos fornecedores competitivos, sustentáveis e inovadores”, conclui Eurípedes Pedrinha, diretor técnico do Sebrae/ES.




