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O Espírito Santo x o mercado mundial de commodities

Mesa redonda com a participação do Espírito Santo em Ação aborda o tema durante a Mec Show

O desafio do Espírito Santo no Mercado Mundial de Commodities. Foi com este tema que o Espírito Santo em Ação e o Centro Capixaba de Desenvolvimento Metalmecânico (Cdmec) se reuniram para uma mesa redonda na Feira da Metalmecânica, Energia e Automação – Mec Show 2009, no dia 1º de julho.

Participaram do debate, mediado pelo presidente do Cdmec, Fausto Frizzera, o presidente do Conselho de Administração da ArcelorMittal Brasil e membro do Conselho Deliberativo do Espírito Santo em Ação, José Armando de Figueiredo Campos, a presidente do Instituto Jones dos Santos Neves, Ana Paula Vescovi, e o consultor do Cdmec, Durval Vieira de Freitas.

Para José Armando, a siderurgia brasileira foi altamente impactada com a crise. "Quando comparamos os números de janeiro a maio de 2009 com relação ao mesmo período de 2008, podemos perceber o quanto o setor de aço vem sofrendo com a crise. Redução do quadro das empresas de 3%, preço internacional 50% a 60% menores e subsídios da China, que está pagando 135% sobre a fatura de exportação, são alguns dos fatores que têm levado o setor siderúrgico a defender mercado", afirma.

Mesmo com resultados apresentados, o executivo acredita que os preços de mercado internacional vão se recuperar. Porém, ressalta que no Brasil há algumas questões como investimentos tributados antes da produção, que inibem a competitividade dos empresários.

De acordo com Ana Paula Vescovi, o Espírito Santo sentiu o reflexo da crise de maneira mais impactante no mercado de trabalho. "Para que a taxa de emprego fique estável, temos que gerar 20 mil postos de trabalho para absorver a nova mão de obra que entra no mercado anualmente. Entretanto, desde o início da crise, perdemos 9 mil postos. Em contrapartida, no último mês, tivemos geração de 10 mil empregos nos setores de pecuária e café", explica.

Ana Paula destacou ainda as grandes obras que estão vindo para o estado, mas lembrou do grande desafio do Espírito Santo: melhorar a qualidade educacional para ocupar os postos de trabalho que serão gerados.

Segundo Durval Vieira, o que tem salvado a economia capixaba nesse período de crise é a competência das empresas. "Mesmo passando por um momento de dificuldade, nossas empresas estão se recuperando. Alguns indicadores disso são a Vale, que está retornando com o quarto forno, os investimentos previstos de 2009 a 2013 em energia, termoelétricas, geração de energia eólica e hidrelétrica, a construção da sede da Petrobras e gasodutos, entre outros", conclui.

A FEIRA – A Mec Show acontece até esta sexta-feira (3 de julho) e é promovida pelo Sindicato da Indústria Metalúrgica e de Material Elétrico (Sindifer-ES) e pelo Centro de Desenvolvimento Metalmecânico (Cdmec-ES), e realizado pela Milanez & Milaneze. O evento está em sua segunda edição e, este ano, enfoca principalmente o setor de petróleo, gás e energia, além do uso do aço na construção civil e os desfios da educação profissional para atender a demanda do estado.

 

Assessoria Imprensa Mec Show




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