Com o pré-sal, o Estado representa um marco histórico na produção de petróleo e gás em águas ultraprofundas no Brasil
O Espírito Santo, mais uma vez, demonstrou sua posição estratégica, ao servir de base para uma extração petrolífera inédita no mundo, as chamadas camadas de pré-sal, que começaram a ser exploradas no início de setembro. Vários fatores contribuíram para a decisão de começar essa nova atividade pelo território estadual: a estrutura montada, com gasodutos e navios-plataformas; a reserva estar próxima à costa, a cerca de 70 km; a facilidade para escoar o petróleo por meio de um oleoduto até uma base terrestre; e enquanto na Bacia de Santos (SP) a profundidade dessas camadas é de 7 mil metros, no Espírito Santo ela é mais rasa, ficando em torno de 4,5 mil metros. Com esse tipo de exploração, o Estado representa, hoje, um marco histórico na produção de petróleo e gás no País, dando início a um novo ciclo que poderá colocar o Brasil entre os seis maiores produtores mundiais, ficando abaixo apenas dos Emirados Árabes, Kuait, Iraque, Irã e Arábia Saudita. As jazidas do pré-sal são gigantescas, abrangendo uma área de 160 mil km², do litoral de Santa Catarina ao Espírito Santo. Elas têm importância também pela qualidade do óleo e gás associado.A maior parte das reservas atuais da Petrobras é de óleo pesado. Já as jazidas do pré-sal têm maior qualidade, podendo mudar o perfil da produção da empresa e reduzir a importação de óleo leve e gás natural. O primeiro poço em operação é denominado Jubarte e fica no Parque das Baleias, no sul do Espírito Santo. Explorado pela plataforma P 34, ele deverá produzir cerca de 20 mil barris por dia, durante a fase inicial. Pelo ineditismo, o poço do pré-sal capixaba servirá de escola para a Petrobras, fornecendo informações, características do óleo e gás, melhoria da tecnologia, redução dos custos e forma de desenvolver outros campos.